terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Sugestões de Fantasias para o Carnaval
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Como viajar sem os filhos - Parte 2
![]() |
A gente aprende como viajar com eles, mas ninguém diz como ficar longe |
Bom, essa não é a minha primeira viagem sem um dos meus
filhos. Quando Gael tinha 1 ano passei
uma semana fora do país com alguns amigos, mas depois que o Levi nasceu ainda
não tinha me arriscado a deixa-lo por mais de uma noite.
(Se você quiser saber como foi a parte 1, clica aqui)
Só que no começo de janeiro surgiu a oportunidade de ir a
São Paulo pra fazer um curso muito bacana com o Gil Giardelli de Redes Sociais na
ESPM e era impossível não fazer esse investimento. Daí, duas semanas antes comecei
a pensar em como seria me afastar dos meninos por um semana. Lembrando que
Gaelito está com 3 anos e Lelê com 8 meses.
Resolvi então deixar pra pensar nisso no final de semana
antes de vir já que o sofrimento seria menor e a ansiedade também.
Eu aprendi uma coisa sobre os filhos: muitas vezes, somos
nós, pais, que acabamos por gerar nos pequenos o desconforto em relação a uma
adaptação natural. As crianças são muito simples, sabe. Se no primeiro dia de
aula do seu filho você ficar na porta da sala, chorando e quando ele chegar em
casa , você faz uma cara de sofrimento, de que não confia no que pode estar
acontecendo lá, coloca toda a naturalidade do processo por água a baixo.
Sabe de uma coisa?! Seu filho vai se adaptar as
mudanças se você deixar e isso vai ser bom pra ele mais cedo e mais tarde.
Acredite! Você criará alguém muito mais
maleável a vida.
O objetivo desse post não é te dar dicas de lugares bacanas
pra ir sem as crianças e sim, como não ser uma mãe louca quando estiver fora.
EVITE LIGAR TODA HORA
Além de ser caro ligar de 30min em 30min pro seu filho, não
é possível que você deixou ele com alguém maluco e que não sabe o que está
fazendo. Você confiou em alguém. Então, até pra não deixar a pessoa insegura,
ligue num momento de tranquilidade para ter um resumo do dia. Dessa forma, você
deixa todo mundo mais tranquilo. Sei que é difícil, mas pense que é um momento
que essa distância pode ser saudável pra vocês dois.
USE A TECNOLOGIA A SEU FAVOR
Se você tem o computador com você, pode usar o Skipe, que é de graça, pra falar. Bom que você verá a carinha deles e eles, a sua.
Mande um vídeo de bom dia ou boa noite. Hoje todo mundo pode gravar um vídeo legal ou tirar uma foto bacana e mandar pelo celular mesmo, rapidinho. Lembrando que é permitido receber "conteúdo" dos pequenos também. A única coisa proibida aqui é cobrar isso toda hora.
ESSA NÃO É A HORA DE TER UMA CRISE DE CIÚMES
Você é a mãe. Ponto. Ninguém vai tomar o teu lugar. Evite
dizer “Nossssssa, mas você nem tá com saudade da mamãe, né”, “Nem quer falar
comigo” ou até “parece que nem quer que a mamãe volte”. Pelo amor de De-us! Seu
filho pode estar simplesmente adorando dias sem regras, distraído com a TV. Sei
lá. Se ele parecer distante, se controle! Não tenha uma crise achando que ele
não vai querer saber nunca mais de você.
COMPRE UMA LEMBRANCINHA PRA ELE
O título já diz tudo! Não tem criança neste mundo que não
goste de ganhar alguma coisa. Meu conselho é: Não precisa trazer nada muito
caro ou grande demais pra compensar a culpa de ter estado fora. Lembra que o
objetivo é fazer com que tudo role naturalmente?! Então...Sei que a culpa é
algo bastante presente na vida das mães, mas ao invés de criar uma criança
chata por seus problemas, lembre-se que você estará educando alguém para ser um
adulto forte e flexível.
Uma lembrancinha já dirá: Senti saudade e lembrei de
você. Ele verá isso em seus olhos e juro, o que mais ele precisa quando você
chegar em casa, é de um abraço apertado.
Beijo
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Sobre o meio do caminho
Um menino dormindo e outro na
frente da TV. Um marido na cozinha comendo e uma mãe imóvel sentada na cadeira
pensando. Pensando a respeito do que?
Vai a mente pelo nada, penso quase sobre o tudo. Olhando fotos antigas me pergunto: Sou eu ainda nesse retrato que existe? Existo? O corpo cansado e a respiração difícil diz que sim.
Vai a mente pelo nada, penso quase sobre o tudo. Olhando fotos antigas me pergunto: Sou eu ainda nesse retrato que existe? Existo? O corpo cansado e a respiração difícil diz que sim.
Quando é que vão inventar alguma
coisa que renove o ânimo e as energias sem que se precise dormir? Quando, meu
Deus?! Podia ser ontem pra eu pode gozar o hoje, mas não! Resolveram ficar
discutindo no presente a possível extinção do bacon. Eu adoro bacon. Só acho
que esse santo remédio pra levantar o corpo seria mais importante....talvez.
O corpo não é mais o mesmo. Ainda
está inteiro, mas não corre mais uma maratona. Aliás, não corre nem até o portão da casa 25. O
negócio dele é fazer a cabeça pedir pra dormir e dormir, hoje, custa caro.
É preciso deixar várias coisas
para depois: Casa, meninos, roupas, textos, leituras...Quem troca? Troco sim.
Por oito possíveis horas de sono seguidas. Quem sabe?!
Existo?! Sim, mas quem sou? Sou
mais quem: eles ou eu? Mãe ou mulher? Filha ou aluna? Humana ou um robozinho?
Um pouco automática, sim. Não menos sensitiva. Sempre pensativa.
Alguém acordou. Deixa eu ir! Depois conversamos mais....
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Menino: Mãe, você tá triste hoje.
Eu: Tô não. Só tô cansada, filhote.
Menino: Cansada de ser mãe?!
Não. Não cansada de ser mãe. Deve ser o tempo, o calor...Vai dando uma moleza na gente. O
motivo do cansaço é o de menos. Ele,
ainda que inocentemente, achou que eu tivesse talvez cansada dele. Como pode?
Eu: Nunquinha, meu filhote. Nunquinha...
domingo, 9 de setembro de 2012
Sobre a madrugada
Nem de longe eles fazem a noite
tranquila. Ela é agitada, ainda que todos durmam. De um lado, o menino mais
velho dorme e dorme bem, sem interrupção. Apenas fala algumas poucas palavras.
As vezes. Outro dia, choramingava. Se revirava de um lado e outro e pegava a
cobertinha nas mãos. Espremia o tecido entre os dedos e se segurava como se
pudesse evitar, talvez em sonho, o cair. Não sei se era cair. Quando acordou
perguntei se sonhara algo ruim, mas ele disse que não.
-Tive sonho nenhum...
No remelexo na madrugada chamava
a mãe. Quando ela chega perto e sussurra ao ouvido perguntando se ele está bem,
o menino, diz que está triste. Triste por qual motivo? Ninguém tão pequeno tem
algo sério assim pra se sentir triste. Não, não na minha opinião. Não aquele
menino nessa casa. Não era nada. Só remelexo, só conversa fiada. Nada que ele
se lembraria de manhã.
O outro mais novo
também se remexe no berço de madeira que está no quarto da mãe. Ela olha no relógio e conta nos dedos: Uma,
duas, três, quatro horas. Sim, é hora de dar o leite ao pequeno.
Enquanto tenta entender o motivo
da tristeza do nada do outro, se deita e arruma o travesseiro pra aconchegar o
bebê ao seu lado. Pensa que não pode dormir pra não correr o risco de deixar o
bebê sufocar ou de jogar o corpo, ainda sobre os efeitos da gravidez, sobre o
menor. Ele ainda vai pedir comida mais uma vez até o sol nascer. Ele mama e
dorme num ritual diário. Pode levar minutos. Poucos ou muitos.
Lá se vão uma hora, duas. Nisso a
noite se vai. Se um se aquieta é hora de saber como o outro está. Imagina se eles dessem trabalho. Imagina se eles não
dormissem.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Sobre a chegada do irmão dele
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| Gael by Tio Jandher |
Vai passar. Pega ele no colo e
diz que vai passar. Você nem perdeu o seu lugar. Não é nadinha disso. Seu lugar
tá aqui. Bem guardadinho. Deixa a mamãe te abraçar. Poe a mãozinha aqui. Tá
sentindo o coração da mamãe bater? A mamãe vive por você! Mas também pelo seu
irmãozinho. Por você, por ele e pelo papai. Mamãe ama. Ama você.
Você não é nada disso. Não é
chato não, nem birrento. Não precisa chorar. Fica aqui pertinho. Você não é
isso não. Desculpa a mamãe por ter dito isso. Você não é isso não. É alegre,
lembra?! Seu nome é alegre. Lembra que a gente se diverte juntos?! Pega a
bicicleta. Vamos dar uma volta.
Um dia você vai entender tudo. Eu
sei. Agora não. Você só quer seu lugar. Quer seu leitinho, seu colinho, a
atenção da gente. Eu entendi.
Vai passar, meu pequeno...Vai
passar.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Não. Não gosto de "reporo". Não quero brincar de carrinho. Não
quero assistir TV. Não quero ficar em casa. Não quero sair. Não quero tomar
banho. Não quero dormir. Não gosto de água fria. Não quero água quente. Não
gosto quando você briga comigo. Não canta. Não troca a minha roupa. Não quero
mais suco. Não quero ir embora. Não vou fazer mais isso.
Não?!
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Situação 1
A criança chora no seu colo, POR
qualquer motivo, e você é o pai. Responda, com toda sinceridade, o que mais se aproxima com o que você poderia pensar na hora:
- Tá com fome. Vou dar pra mãe.
- Que horas ela deu peito pra esse menino? Ele quer mamar.
- A mãe disse que não tá com fome, mas tá na cara que essa criança quer mamar.
- A criança chora por vários motivos. Pode ser fome, frio, calor ou até mesmo por estar na hora de trocar a fralda. Nos três primeiros meses ainda temos as cólicas. De repente um banho de balde seria legal, mudar a posição do bebê no colo... Peraí! Quem é que colocou esse pensamento nada a ver na minha cabeça? Esse menino quer peito.
( Não
acontece com quase ninguém que eu conheço)
Sobre a volta e o tempo
Nesse exato momento que tenho o
privilégio de sentar no computador para tentar escrever alguma coisa pra ativar
esse blog meus meninos dormem. Aliás, só por essa razão, muitas coisas parecem
possíveis. Pelo menos até o próximo gemido do bebê ou a próxima vontade de ir
ao banheiro do maior.
Nem por isso o momento atual é
ruim. Digamos que é intenso. Não ruim. O cuidado com os meninos toma bastante
tempo e se dormem, a melhor opção, também é dormir. A mãe, o pai e quem sabe até a cachorra.
Todos, de alguma forma, estão extremamente envolvidos com as mudanças e até
mesmo o animal deve aproveitar bem o tempo que lhe sobra. Quando o menino maior
acorda até a cadela poderá lembrar dessas palavras.
Voltar à ativa demanda esforço. É
interagir com o mundo, sair da caverna que o quarto virou. Falar com os amigos, reconhecer a casa,
olhar bem o marido e até você mesma...vixi, tempo e atividades ainda
estão desproporcionais. Nem que tivesse menos coisas para fazer seria possível
ter mais tempo. O tempo é dos meninos. Só deles.
Com uma criança em casa você se
desdobrava em duas. Com duas...se você conseguir se desdobrar em quatro já tá
bem. Talvez tenha que se desdobrar mais. Tudo isso me faz lembrar da fofa Fernanda Takai: “ Tempo, tempo mano
velho, falta um tanto ainda eu sei pra você correr macio”.
Ninguém disse que seria fácil.
Ninguém disse que seria simples. Ninguém disse que não teriam dificuldades.
Ninguém disse que passaria rápido. Ainda assim, pelo menos eu acreditei que
seria, com tudo isso, lindo e é.
Beijo
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