Eu não sei com
qual frequência ouço isso. Pelo menos uma vez por semana, eu acho. Desde que o
Levi nasceu, essa é uma pergunta que faz parte da minha vida e apesar de não
ter sempre a mesma paciência para respondê-la, tento ainda assim responder.
Esse é um questionamento que dependendo da entonação de quem pergunta, tem uma resposta diferente. No geral, eu tento apenas um “quem sabe”, mas quase nunca é suficiente.
Acho que posso
afirmar que esse está no topo dos assuntos de interesse da minha vida para as pessoas.
Eu tento evitar a resposta “Não queremos mais filhos” já que essa é a que mais
causa indignação e mais perguntas. Na maioria das vezes essa resposta só dá
margem pra outra pergunta que é determinante pra mais pano pra manga: “Mas você
já ligou?”.
Um dia postei
aqui que o Gael sempre me perguntava isso e que a minha resposta sempre passava
por não querer acabar com a esperança dele e também, óbvio, com a minha.
O que não
significa que quero ser mãe novamente. Eu não sei se quero. Talvez mais nem
queira do que queira. E sinceramente, não há traumas. Há só uma vontade muito
grande de ser a mãe dos meus meninos mesmo. Desses dois.
Talvez não diga
isso com tanta certeza por sempre querer deixar meu coração aberto ao acaso. Deixa
eu explicar. Não planejei meu primeiro filho. Ele simplesmente veio.
Acaso, pra mim,
só significa que o que vier pra minha
vida, estarei feliz, e não significa que tentaremos ter filhos mais uma vez.
Não tentaremos.
Acho que quando
uma mulher diz que não quer ter menina, não sabe o que está dizendo. Deve ser
ótimo ter uma menina. Ou quando me dizem que ter meninos é melhor, mais
descomplicado, eu sempre estranho já que não preciso de consolo. São meus
filhos, sabe. Não me arrependendo desses dois e não sou infeliz por não ter uma
menina.
Se um dia eu quis
ter uma menina?! A resposta é: Claro.
A gente sonha
com muitas coisas na vida, o tempo todo e algumas coisas não estão pra nós por
alguma razão. Não que não somos merecedores delas. Não quero entender os
motivos e nem vou. Nunca.
Só não quero
deixar de curtir o que, tão precioso, tenho.
E como mãe gostaria
muito de que isso fosse respeitado. Hoje.
Beijo
